Tays Reis fala sobre o Inicio do sucesso da Banda Vingadora.

A medicina perdeu uma profissional, mas a música baiana ganhou uma voz grave e cheia de opinião. 

Em apenas um ano, Thays Reis chegou ao seleto corredor de cantoras dos circuitos bombados do carnaval de Salvador. 

Vocalista da banda Vingadora, a moça, de apenas 20 anos, e comparada a Anitta, quer mostrar ao resto do país a que veio. “Vingadora é um grito feminista dentro do universo da música baiana, do arrocha, onde só tinha homem. 

É para quebrar o preconceito e mostrar que a mulher pode, sim, chegar onde quiser”, discursa ela, que, apesar da comparação, não se espelha na funkeira carioca: “Acho que por sermos morenas, novinhas, pela sensualidade no palco. Mas encerra aí”.

Então, como surgiu ‘A Vingadora’?

Eu comecei a cantar com 13 anos de idade. Depois que quis fazer uma aula de violão, comecei a aprender os instrumentos me apaixonei por música. Aí então, não parei. Nos meus 15 anos fui pra uma banda baile, em Itabuna. 

Depois fui pra banda “Garota Faceira”, com 16/17 anos, lá em Conquista. Quando eu completei 19, conheci Aldo, meu empresário, e a gente se juntou pra montar o projeto.

Tudo bem pensado, calculado. O que é a Vingadora? Como vai funcionar? Como vamos agradar o público? Tínhamos o diferencial de trazer a mulher pra arrochadeira, que a gente não vê, só homem aparece. Então criamos e pensamos em ver se ia dar certo. Compomos várias músicas autorais, hoje temos o CD com 17 faixas, sendo seis autorais.

Mas porque ‘Vingadora’? - 
Tem gente que acha que é algo relativo à vingança, né? Mas não é bem assim. Vingadora é um personagem forte, que a gente criou para representar todas as mulheres, na questão de que somos poderosas, podemos alcançar os mesmos objetivos que os homens, inclusive na questão musical. Quem disse que mulher não pode fazer arrochadeira? 

Quebrar esse preconceito, nós mulheres também podemos. Hoje a Vingadora tem muitos acessos na internet, no Palco mp3, a galera abraçou realmente. 

A gente vê Vingadora nas casas, crianças mandando vídeos falando “tiaa, eu sei dançar”, a gente vê os paredões todos no interior tocando a nossa música. 

É muito gratificante, não tem preço. A banda tem quatro meses, o que a gente já conseguiu alcançar não só não tem preço, estamos surpresos. A gente esperava um sucesso mais lá na frente, foi tudo muito rápido. A gente apostou em uma música, e outra deu certo. Tudo muito louco. 

Nessa junção do pagode baiano e o arrocha, Thays saiu ganhando ao colocar um violinista na banda e a compôr músicas que grudam, como “A minha mãe deixa” e “Paredão metralhadora”, essa última e já ultrapassou mais de 500 mil visualizações do clipe no Youtube. “Todo mundo já está cantando. Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Pisirico... É uma emoção danada ver que a minha música caiu na boca do povo”, emociona-se.

Não só na boca. Com um refrão que reproduz de forma onomatopeica (como toda música baiana) o barulho dos tiros de uma metralhadora — tratratra —, a música caiu no gosto dos marombados. “Descobriram que dançar a coreografia gasta 100 calorias, e agora adotaram a música nas academias de Salvador. Está todo mundo emagrecendo”, empolga-se Thays, que não faz dieta: “Não consigo fechar a boca”.

Com discurso pronto, a morena faz mistério sobre o estado civil. “Estou solteira, com o coração palpitando”, diz misteriosa, frisando que é por um homem: “Mas é bem difícil entender meus horários e meu trabalho”. Quanto ao assédio no palco, já que sensualidade é o que não falta, Thays sabe se esquivar: “Tem uns engraçadinhos, que chamam de gostosa. Faz parte. Deixo claro que ali está a artista. Mas nunca saí rasgada de um show”, observa.

Fazendo 22 shows por mês e estreando no circuito Barra-Ondina na sexta-feira de carnaval, Thays não sabe dizer ao certo quanto ganha: “É um assunto que prefiro deixar em segredo. Mas digamos que estou bem, só não estou rica”.

Fonte: Internet

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