Cantor, multi-instrumentista, produtor e arranjador, esse é Felipe Duran.

É difícil achar outra palavra para este projeto que não seja “GENIAL”. 

Na empreitada mais experimental da FS até hoje, as músicas mais psicodélicas do Bruno Caliman, o compositor preferido do Sorocaba, encontraram o intérprete ideal para elas: o William Borjazz, que passou a se chamar Felipe Duran por conta de um probleminha da época em que ele ainda era calouro do Raul Gil. 

E para deixar a coisa mais experimental ainda, os arranjos ganharam contornos totalmente inusitados, que tornaram o Felipe Duran o assunto principal dos debates da série “Isso não é sertanejo”. 

Na verdade, é um trabalho totalmente sertanejo, afinal a sonoridade do cara mistura folk, country, rock rural e todo tipo de influência bucólica para músicas de temática urbana, ou seja, tudo o que serve de influência para o sertanejo dos últimos 30 anos.

Acontece que o Felipe Duran é, ouso dizer, o artista sertanejo mais “Raul Seixas” dos últimos anos. 

Até a voz remete ao Maluco Beleza. E é provavelmente por isso que é tão difícil aceitá-lo como membro do segmento. 

É muito inusitado. Numa das músicas mais piradas do disco, ele conversa com um ET que chegou ao nosso mundo pedindo a ele que trouxesse a coisa mais bonita possível e lhe mostrasse. E ele trouxe a amada. 

E entre conversas com anjos ou até com o próprio Deus, as letras do disco vão de encontro aos geniais arranjos criados pelo próprio Felipe para a produção assinada pelo Sorocaba. 

E como se não bastasse a versão tradicional, o projeto ganhou simultaneamente uma versão acústica, com algumas faixas a mais. Talvez pelo caráter experimental, o projeto ainda não foi para a estrada. Pelo menos não no formato que estamos acostumados a ver. 

É um desafio, aliás, colocar um projeto desse tipo nos palcos do Brasil. Desafio esse que vai ser um prazer acompanhar. Da primeira fila, se possível.

Fonte: BlogNejo / Marcus Bernardes

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